Zé Alexandre


Por Maria da Conceição Leitão


A ZÉ ALEXANDRE  (In memorian)
“Una palabra no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
igual que el viento que esconde el agua
como las flores que esconde el lodo.

”Una mirada no dice nada
y al mismo tiempo lo dice todo
como la lluvia sobre tu cara
o el viejo mapa de algún tesoro.
”Una verdad no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
como una hoguera que no se apaga
como una piedra que nace polvo.

”Si un día me faltas no seré nada
y al mismo tiempo lo seré todo
 porque en tus ojos están mis alas
y está la orilla donde me ahogo” (Carlos Varela).



As palavras dizem  muito pouco   das  lutas, dos sonhos  daqueles   que buscam  ser solidários com  os  mais fracos,  com os  desvalidos, com os acometidos  de   doenças e  com os desesperançados  desta vida ...
Entre os seus (familiares)  ou  com os amigos,  Zé Alexandre  era especial,   simples,  cordial, cúmplice,  indescritível na sua complexidade  e riqueza interior e  ao mesmo tempo um solitário  rodeado de amigos, muitos nem sempre leais...  
Quem  teve a felicidade de  conviver com Zé Alexandre  não esquecerá  do sonhador,  da sua simplicidade,    do seu  olhar  direto e profundo que  falava mais   que mil  discursos ou  muitas  palavras.
Seu exemplo de vida  falava  por si,  falava de paz, de generosidade, de tolerância,  de esperança  e, sobretudo, de igualdade numa terra  cada vez mais  densa em  assimetrias sociais.
Gostava de  ironizar  o poder  e o entorno  socioeconômico,  a concentração de renda:  solução para  alguns e  causa de  desgraça  para muitos.
Conheceu as ruas desta cidade em franca transformação (Rio Branco), seus tipos  humanos  com todas as suas   idiossincrasias...
Todos ou quase todos  davam de encontro com ele, de mochila às costas, sorriso fácil, andando calmo pelos recantos pouco iluminados  e insalubres de bairros periféricos ou  pelas  ruas alaridas do centro da cidade,  atento a tudo, um trabalhador e ao mesmo  tempo um  crítico,
 um Don Quixote que acreditava num Acre diferente,
com justiça social, paz e  dignidade para todos.
Um herói  anônimo  como  tantos que andam pela vida acreditando  nos movimentos sociais enquanto muitos  conterrâneos seus sucumbiram à hipocrisia da política, ao status quo das burocracias ou à letargia dos derrotados.
Cético das ações  dos  governantes,
sempre acreditou   na missão de construir a  igualdade e a solidariedade,
acima de todos os credos,   raças ou  opções sociais.
Tanto na vida sindical, quanto no exercício profissional de servidor público,
Zé sempre foi uma voz contundente, às vezes sarcástica, mas  sempre destemida.
Tinha  presença, mesmo que  ausente  fisicamente;
indefeso e  devastador nas análises políticas e ideológicas.
  
Zé Alexandre  viveu ajudando a quem precisasse.
Foi um  homem com coração de menino, corpo franzino, mas com convicções fortes de que era possível alterar a dura realidade de vida dos menos favorecidos,
dos milhões de  sem voz e sem vez  deste país,
cuja invisibilidade social tornava sua luta  atual  e incansável.
Vítima indefesa da violência gratuita, multiplicada em cada esquina e em cada bairro, cujas causas  são  expostas  diariamente  no cotidiano desta cidade,  
 cada vez mais desigual  e excludente,
Zé Alexandre acreditava  ser possível a utopia de uma Amazônia paradisíaca,
sem homofobia,  sem violência, sem discriminação e sem desigualdade.
.  Que junto  a Deus,  Zé vele por nós,
já que não conseguimos  garantir  a ele dignidade e cidadania,
que sirva  de motivação aos
que um dia acreditaram  como  ele e  ainda acreditam  na construção do
 paraíso  como  uma possibilidade  real
.


A Zé  Alexandre, a saudade dos  seus familiares.

INTERCOM lança nota oficial sobre a decisão do STF a respeito do diploma de jornalista

Por certo, nenhuma atividade existe na dependência exclusiva de um diploma, seja lá ele de que nível for. E isso vale também para o Jornalismo. Mas em países como o Brasil, onde o peso do poder econômico é imenso e imponderável, regras são necessárias. E essas regras foram, por força da decisão do STF, se não quebradas, ao menos, dificultadas.
Como na Intercom convivem diferentes posições a respeito da exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão, não cabe à entidade pronunciar-se a respeito. Mas a entidade expressa, sim, sua preocupação pelos termos e expressões utilizadas pelos Exmos. Srs. Integrantes do STF quando do julgamento da causa, assim como o aparente desconhecimento do que seja, de fato, a essência da atividade do Jornalismo, em qualquer lugar do mundo. Reduzi-lo à cozinha é, deveras, lamentável. Verificar que, para os integrantes do STF, a prática do jornalismo não é especialidade nem demanda conhecimento específico, é preocupante.
De qualquer modo, a INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação tem confiança na qualidade de ensino que vem sendo desenvolvida em nossas Universidades e, particularmente, em nossas Faculdades de Comunicação; na responsabilidade de nossos profissionais do jornalismo; no idealismo e na confiança dos estudantes de Comunicação Social, e, por isso, acredita que este debate pode ser revertido em prol da real liberdade, não apenas da expressão, tão mencionada pelo STF, quanto na verdadeira liberdade de informação, tão esquecida pelo mesmo tribunal.
Direção da INTERCOM
Disponível em: http://www.intercom.org.br/boletim/a05n137/destaque01.shtml Acessado aos 23 dias do mês de junho de 2009 às 15h15min

Destinos

Cora Coralina

Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...

.

.

.......
.......
.......
.......
....

Viva!!!

..

..

...

...

....


....

.....


.....

Que tal?

No lugar de: NEM FODENDO!
Usar: Não tenho certeza se vai ser posssível.

No lugar de: TÔ CAGANDO E ANDANDO
Usar: Não vejo razão para preocupações.

No lugar de: MAS QUE PORRA EU TENHO A VER COM ESTA MERDA?
Usar: Inicialmente eu não estava envolvido nesse projeto.

No lugar de: CARALHO!
Usar: Interessante, hein?

No lugar de: FODA-SE. NÃO VAI DAR NEM A PAU!
Usar: Há razões de ordem técnica que impossibilitam a concretização da tarefa.

No lugar de: PUTA MERDA, VIADO NENHUM ME FALA NADA!
Usar: Precisamos melhorar a comunicação interna.

No lugar de: E NA BUNDINHA, NÃO VAI NADA?
Usar: Talvez eu possa trabalhar até mais tarde.

No lugar de: O CARA É UM BOSTA!
Usar: Ele não está familiarizado com o problema.

No lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU!
Usar: Desculpe...

No lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU, SEU VIADO!
Usar: Desculpe, senhor.

No lugar de: BANDO DE FILHOS DA PUTA!
Usar: A MAtriz não ficou satisfeita com o resultado do trabalho.

No lugar de: FODA-SE! SE VIRA!
Usar: Infelizmente, não posso ajudar.

No lugar de: PUTA TRABALHINHO DE CORNO!
Usar: Adoro desafios.

No lugar de: AH, DEU PRO CHEFE?
Usar: Finalmente reconheceram sua competência.

No lugar de: ENFIA ESSA MERDA NO CU!
Usar: Está muito bom, mas, por favor, refaça esta parte do trabalho.

No lugar de: AH SE EU PEGO O FILHO DA PUTA QUE FEZ ISSO!
Usar: Precisamos reforçar nosso programa de treinamento.

No lugar de: ESTA MERDA ESTÁ INDO PRO BURACO!
Usar: Os índices de produtividade da empresa estão apresentando uma queda sensível.

No lugar de: AGORA FUDEU DE VEZ!
Usar: O projeto não vai gerar o retorno previsto.

No lugar de: EU SABIA QUE IA DAR MERDA.
Usar: Desculpe, eu poderia ter avisado, se fosse consultado.

No lugar de: OH CACETE! VAI SAIR CAGADA DE NOVO!
Usar: Apesar do esforço, teremos outro problema no produto final.

.com.br

INFERNOASTRAL.com.br