Resmungado
Aleta Dreves
às
18:28
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Diário
Por Maria da Conceição Leitão
A ZÉ ALEXANDRE (In memorian)
“Una palabra no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
igual que el viento que esconde el agua
como las flores que esconde el lodo.
”Una mirada no dice nada
y al mismo tiempo lo dice todo
como la lluvia sobre tu cara
o el viejo mapa de algún tesoro.
”Una verdad no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
como una hoguera que no se apaga
como una piedra que nace polvo.
”Si un día me faltas no seré nada
y al mismo tiempo lo seré todo
porque en tus ojos están mis alas
y está la orilla donde me ahogo” (Carlos Varela).
As palavras dizem muito pouco das lutas, dos sonhos daqueles que buscam ser solidários com os mais fracos, com os desvalidos, com os acometidos de doenças e com os desesperançados desta vida ...
Entre os seus (familiares) ou com os amigos, Zé Alexandre era especial, simples, cordial, cúmplice, indescritível na sua complexidade e riqueza interior e ao mesmo tempo um solitário rodeado de amigos, muitos nem sempre leais...
Quem teve a felicidade de conviver com Zé Alexandre não esquecerá do sonhador, da sua simplicidade, do seu olhar direto e profundo que falava mais que mil discursos ou muitas palavras.
Seu exemplo de vida falava por si, falava de paz, de generosidade, de tolerância, de esperança e, sobretudo, de igualdade numa terra cada vez mais densa em assimetrias sociais.
Gostava de ironizar o poder e o entorno socioeconômico, a concentração de renda: solução para alguns e causa de desgraça para muitos.
Conheceu as ruas desta cidade em franca transformação (Rio Branco), seus tipos humanos com todas as suas idiossincrasias...
Todos ou quase todos davam de encontro com ele, de mochila às costas, sorriso fácil, andando calmo pelos recantos pouco iluminados e insalubres de bairros periféricos ou pelas ruas alaridas do centro da cidade, atento a tudo, um trabalhador e ao mesmo tempo um crítico,
um Don Quixote que acreditava num Acre diferente,
com justiça social, paz e dignidade para todos.
Um herói anônimo como tantos que andam pela vida acreditando nos movimentos sociais enquanto muitos conterrâneos seus sucumbiram à hipocrisia da política, ao status quo das burocracias ou à letargia dos derrotados.
Cético das ações dos governantes,
sempre acreditou na missão de construir a igualdade e a solidariedade,
acima de todos os credos, raças ou opções sociais.
Tanto na vida sindical, quanto no exercício profissional de servidor público,
Zé sempre foi uma voz contundente, às vezes sarcástica, mas sempre destemida.
Tinha presença, mesmo que ausente fisicamente;
indefeso e devastador nas análises políticas e ideológicas.
Zé Alexandre viveu ajudando a quem precisasse.
Foi um homem com coração de menino, corpo franzino, mas com convicções fortes de que era possível alterar a dura realidade de vida dos menos favorecidos,
dos milhões de sem voz e sem vez deste país,
cuja invisibilidade social tornava sua luta atual e incansável.
Vítima indefesa da violência gratuita, multiplicada em cada esquina e em cada bairro, cujas causas são expostas diariamente no cotidiano desta cidade,
cada vez mais desigual e excludente,
Zé Alexandre acreditava ser possível a utopia de uma Amazônia paradisíaca,
sem homofobia, sem violência, sem discriminação e sem desigualdade.
. Que junto a Deus, Zé vele por nós,
já que não conseguimos garantir a ele dignidade e cidadania,
que sirva de motivação aos
que um dia acreditaram como ele e ainda acreditam na construção do
Por certo, nenhuma atividade existe na dependência exclusiva de um diploma, seja lá ele de que nível for. E isso vale também para o Jornalismo. Mas em países como o Brasil, onde o peso do poder econômico é imenso e imponderável, regras são necessárias. E essas regras foram, por força da decisão do STF, se não quebradas, ao menos, dificultadas.
Como na Intercom convivem diferentes posições a respeito da exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão, não cabe à entidade pronunciar-se a respeito. Mas a entidade expressa, sim, sua preocupação pelos termos e expressões utilizadas pelos Exmos. Srs. Integrantes do STF quando do julgamento da causa, assim como o aparente desconhecimento do que seja, de fato, a essência da atividade do Jornalismo, em qualquer lugar do mundo. Reduzi-lo à cozinha é, deveras, lamentável. Verificar que, para os integrantes do STF, a prática do jornalismo não é especialidade nem demanda conhecimento específico, é preocupante.
De qualquer modo, a INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação tem confiança na qualidade de ensino que vem sendo desenvolvida em nossas Universidades e, particularmente, em nossas Faculdades de Comunicação; na responsabilidade de nossos profissionais do jornalismo; no idealismo e na confiança dos estudantes de Comunicação Social, e, por isso, acredita que este debate pode ser revertido em prol da real liberdade, não apenas da expressão, tão mencionada pelo STF, quanto na verdadeira liberdade de informação, tão esquecida pelo mesmo tribunal.
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...
Um blog simples, como a vida. Sem grandes questões filosóficas, sem grandes debates políticos, apenas minhas idéias, meus pensamentos. Um blog que exterioriza o cotidiano de um único ser humano ... EU!